Um Coração que Chora

Jacob do Bandolim

Formato: 16x23 cm, 672 páginas

Preço: R$ 119,99 (FRETE GRÁTIS PARA TODO O BRASIL)

Jacob Pick Bittencourt, o Jacob do Bandolim, tinha um segredo que não mediu esforços para esconder ao longo dos seus breves e intensos 51 anos de vida: o fato de ser filho de uma ex-prostituta e cafetina judia polonesa que atuava no boêmio bairro da Lapa nas primeiras décadas do século XX. Isso fez com que o futuro gênio do choro crescesse em um ambiente pouco recomendado do ponto de vista moral. Não impediu, no entanto, que ele tivesse uma existência no extremo oposto, irrepreensível como escrivão criminal e uma das mais impressionantes carreiras da história da MPB. 

Temperamental, irascível, implicante, de uma sinceridade que muitas vezes lhe trazia problemas irremediáveis, desafetos e inimigos, perfeccionista em seus ensaios e nos discos que gravava, o mulherengo Jacob, de intensos olhos verdes, foi um talento raro que viveu cada segundo como se fosse o último. Dizia que as cordas do seu bandolim não eram de aço, mas feitas das fibras do seu coração. O mesmo órgão que o matou, aliás, ajudado pelo comportamento passional e emotivo que fez dele um dos personagens mais polêmicos e interessantes da música brasileira. Em paralelo a uma vida tão dramática, Jacob do Bandolim deixou uma obra singular, única e irretocável na história do choro. Tudo isso está contado em detalhes nesta biografia indispensável.


“Jacob toca Jacob. Os outros tocam bandolim. ”

— Radamés Gnattali, maestro e compositor


“Um olhar de Jacob dirigido a um músico que errou durante uma execução era mais violento do que qualquer espinafração.”

— Sérgio Cabral, crítico musical


“Meu pai morreu sem gostar de um único disco sequer que ele tinha gravado.”

— Elena Bittencourt, filha


“Vibrações é um dos discos mais perfeitos já realizados no país e um caso raríssimo de unanimidade na discografia brasileira.”

— Henrique Cazes, bandolinista e biógrafo do choro


“O que mais me impressionou em meu pai foram o caráter e a firmeza do seu ponto de vista e, sempre, sempre, a incrível e neurótica sensibilidade musical. A música, para ele, era um outro mundo. Com certeza, o único mundo real. ”

— Sergio Bittencourt, filho